Entre uma viagem e outra – o trabalho anda exigente neste mês – consegui um tempinho pra organizar um blog mais bacana. Quem quiser e puder, faça uma visita lá:
Sames Blues & Trio volta ao palco do Rayuela Bistrô (SCLS 412, bloco B, loja 3 Telefone: + 61 3346-9006, couvert R$ 10) neste sábado, 21h30, para apresentar os clássicos do Blues Rural do início do século passado. O show é acompanhado de histórias, estórias, causos e lendas do Blues, contados em tom intimista e bem humorado pelos músicos do quarteto, que também mostram instrumentos musicais de há mais de cem anos reconstituídos especialmente para o show.
Eu estava aqui pensando, enquanto respondia a um comentário do meu amigo Eduardo Viana, o que me move a sair de casa no meio da noite, carregado de violões e outros badulaques, sentar-me em cima dum palco, sair tocando e cantando madrugada a dentro e ainda cobrar por isso!
Não tenho resposta, embora sinta que há mais sentido nisso do que em sair pra trabalhar todo dia. Enfim, enquanto houver amigos e amantes do Blues perguntando quando vamos tocar de novo, aqui estaremos, prontos pra outra.
Anotem aí: Sames Blues & Trio volta ao Rayuela (412 Sul) no sábado, 27 de outubro, 21h30, para mais uma apresentação do legítimo Blues Rural, autêntico, acústico e sincero como só o Blues da gema pode ser.
Vejam como são as coisas ... Dedicamos uma tarde inteira a gravar um programa para a TV Record sobre o Blues Rural e sobre como reconstituímos alguns instrumentos do início do século passado.
Participamos de gravações numa metalúrgica de Brasília, onde estivemos internados por um tempo, tentando chegar a materiais adequados para a fabricação do wash board (veja posts anteriores) e também fizemos gravações na FNAC de Brasília.
A TV Record adiou por duas vezes a exibição do programa, fazendo com que nossos familiares se apiedassem de nossa expectativa em frente a TV. Finalmente, na quinta-feira da semana passada, o negócio foi ao ar. Nenhum de nós conseguiu ver. PQP.
O Sames Blues & Trio concluiu neste sábado (22/09) a primeira série de shows didáticos, ligados ao Blues antigo, do Delta do Rio Mississipi. A apresentação aconteceu no Rayuela Bistrô e, mais uma vez, reuniu um bom grupo de verdadeiros amantes do Blues.
Agora, o quarteto se recolhe por uns dias de descanso merecido.
Sames Blues & Trio encerra neste sábado a temporada de setembro do Rayuela
Bandas de blues já não são novidade na capital. O gosto dos brasilienses pela boa música mantém vivos diversos grupos de jazz e blues que animam a noite da cidade. Mas a origem histórica destes gêneros era, até agora, privilégio para iniciados.
Neste sábado, 22 de setembro, os amantes da música negra norte-americana poderão apreciar e aprender mais sobre as raízes de uma das mudanças culturais mais importantes do século XX, no Rayuela Bistrô (SCLS 412, bloco B, loja 3 Telefone: + 61 3346-9006, couvert R$ 10).
Em apresentações didáticas e intimistas, o Sames Blues & Trio– formato por Sames (voz e violão), Cauê Menezes (harmônicas), JP Charleaux (violão dobro, guitarra e slide) e de Paulo Casamarela (percussões) – refaz cada passo dado pelos mestres do Blues, antes que o gênero se tornasse o sucesso comercial que lançou as bases para o rock'n roll.
Sames, vocalista e líder do grupo, é um dos poucos músicos brasileiros que viram e viveram de perto o cotidiano rural de New Orleans, berço do Blues e do jazz em todas as suas vertentes originais. "Eu me banhei nas águas barrentas do Mississipi", diz com sorriso franco. "Respirei as origens do Blues e me impregnei disso sem saber que partilhava de algo sagrado. Hoje, reparto esse ambiente musical com as pessoas que vêm às nossas apresentações".
Além de tocar os clássicos inconfundíveis do blues rural do delta do Rio Mississipi, o Sames Blues & Trio convida os espectadores a conhecer mais da cultura que envolve esse gênero, marcada por uma mescla rara de tristeza profunda e alegria incontida, característica dos negros trazidos para trabalharem nos campos de algodão do sul dos EUA.
"O blues é sempre muito bonito, transmite sentimentos verdadeiros para quem toca e para quem escuta", diz Charleaux, "mas quando as pessoas conhecem mais sobre as condições em que essas músicas eram produzidas e como elas eram tocadas originalmente, lá pelos anos 1920, se estabelece uma ponte muito intimista entre quem escuta e quem está no palco".
Espaço intimista – O trio vem privilegiando apresentações em espaços menores e mais acolhedores, que facilitam a interação com o público, como o Rayuela Bistrô. No palco, os músicos fazem questão de usar instrumentos acústicos, abrindo breves exceções para uma comedida guitarra elétrica na medida em que o repertório se aproxima dos anos 1940, quando o trio acompanha no palco a mesma migração que levou os violonistas da zona rural para centros urbanos, como Chicago.
Sames, com a voz encorpada e curtida pelo tempo na medida certa, encontra parceria ideal tanto nas gaitas diatônicas usadas por Cauê quanto no bottle neck slide usado por Charleaux, reproduzindo as sonoridades típicas da região do delta do Mississipi. Um dos pontos altos do show é o improviso que a banda faz, acompanhando o washboard, uma antiga tábua de lavar roupa reconstituída pela banda para reproduzir a sonoridade percussiva deste instrumento que remonta às origens do Blues.
Depois de uma sessão com o Sames Blues & Trio, os espectadores terão novos motivos para continuar apreciando o bom e velho Blues em toda a intensidade de sua simples beleza.
Serviço:
Clássicos do blues rural, da região do delta do Rio Mississipi, no timbre de voz inconfundível de Sames Blues, neste sábado, 21h30, no Rayuela Bistrô (SCLS 412, bloco B, loja 3 Telefone: + 61 3346-9006, couvert R$ 10). Bluseiro brasileiro banhado nas águas do Mississipi, em New Orleans, Sames sobe ao palco acompanhado pelo gaitista Cauê Menezes, pelo violonista J. P. Charleaux e o percussionista Paulo Casamarela, interpretando as origens da música negra norte-americana em suas versões originais.
Confira um trecho do Sames Blues & Trio no Rayuela Bistrô, em Brasília, no sábado, 8 de setembro de 2007. O vídeo mostra um improviso feito no palco para apresentar o wash board, uma legítima tábua de lavar roupa usada como percussão de Blues. Esse recurso era empregado pelos antigos músicos do Mississipi e, nós, aqui no Brasil, pegamos uma cadeira do Rayuela e uma chapa de aço para reconstruir essa sonoridade do início do século passado. Divirta-se!
Eu caí de pára-quedas no Sames Blues. Armei a minha rede, amarrada no gogó do Sames e nas harmônicas do Cauê Menezes. Depois, como se já não fosse folgado o bastante, ainda convidei o Paulinho Casamerela pra se juntar à trupe, nas percussões. Montei esse blog e mal sabia que o Sames também tinha seu canal. Visitem que vale a pena:
22 de setembro, 21h30, no Rayuela Bistrô, em Brasília
412 Sul, R$ 10
Reservas: 3346 9006 ou 3245 4335
Este show fecha a série de Blues feita pelo Rayuela no mês de setembro, onde o Sames Blues & Trio se alternou com a Another Blues Band, durante quatro sábados. Na apresentação anterior feita pelo Sames, 50 espectadores viram e ouviram de perto, num espaço muito intimista, não só a música do Delta do Mississipi como ela era feita no início do século passado, mas também conheceram histórias e lendas do Blues Rural, instrumentos reconstituídos, como o wash board, e percorreram, junto com a banda, os caminhos que levaram esse gênero musical a influenciar o rock'n roll. O último show do mês promete. Portanto, reservem seus assentos e apertem os cintos!
Voltarei ao Rayuela Bistrô neste sábado, 22 de setembro, às 21h30, fechando a programação do Sábado Blues proposto pela casa para este mês. Acompanharei os amigos do Sames Blues, como tem sido costume nos últimos meses, tocando violão acústico, violão dobro e guitarra elétrica.
Esse projeto, que nasceu despretensiosamente no Arte Café, no início do mês de agosto, como uma inesperada Jam Session – "geléia", termo usado pelos músicos para essas tertúlias informais em que todo mundo toca junto – foi ganhando corpo e, hoje, nenhum de nós sabe exatamente que forma final esse corpo tem.
Além do Sames (voz e violão) e do Cauê Menezes (harmônicas), eu me juntei ao grupo e, logo depois, o percussionista Paulinho Casamarela também. Fomos esticando o nome de Sames Blues para Sames Blues Trio e, por último, Sames Blues & Trio. A verdade é que nenhum de nós sabe, hoje, que rumo as coisas vão tomar depois deste último show, no Rayuela, sábado.
A sensação comum entre nós é de que o projeto é muito bom para terminar tão repentinamente quanto começou. A mistura de música com histórias e causos tem feito muito sucesso, despertando interesse da CBN, da TV Globo e da TV Record. Sentimos que estamos fazendo para Brasília um tipo de show muito pouco comum fora do eixo Rio-São Paulo. É claro que as limitações são muitas e que o quarteto precisa de tempo para melhorar, mas, tal como está, já se trata de um conceito interessante.
Estaremos ensaiando um par de vezes ao longo desta semana para, no sábado, encararmos o último concerto dessa temporada. Quem quiser conferir, sugiro que faça reserva no Rayuela através do tel: 3346 9006 ou 3245 4335, porque o local tem lotação limitada.
Por último, gostaria de dizer que essa casa tem sido mais do que acolhedora com a gente. (Só quem é músico sabe o tipo de figura que a gente costuma encontrar na noite ...) Neste caso, o Guilherme, sócio-proprietário responsável por administrar a taverna, onde rolam os shows, se mostrou desde o início um cara simpático, honesto e, o que é profundamente animador, um entusiasta da nossa proposta. Estamos, todos nós, muito contentes de trabalhar com ele. Vida longa ao Rayuela!
A moçada suando a camisa no Rayuela, no show do sábado, 08 de setembro. Bela casa, belo clima, bela gente, belo som. No próximo sábado, fecharemos este ciclo de setembro.
Levamos um pouco de música da senzala à maior livraria do shopping mais chique de Brasília. Por si só, já é divertido, embora eu ache que, dessa vez, a contação de causos ficou melhor que a música, propriamente dita.
Sexta-feira, 14 de setembro, às 19h30 na FNAC do Park Shopping, em Brasília
A mega livraria e CDria recebe Sames Blues, Cauê Menezes, JP Charleaux e Paulo Casamarela para uma sessão de boa música, histórias, estórias, causos e lendas do Blues rural do Delta do Mississipi, com entrada gratuita.
Recebi uma mensagem muito carinhosa do Lucas Menezes, um amante do Blues que esteve no show do Rayuela, neste sábado, 08 de setembro. Junto com os elogios rasgados, ele mandou belas fotos para o blog. Estou postando abaixo uma delas. Que bom seria se todo público fosse fiel e apaixonado pelo Blues como ele é. Saudações, meu velho!
Saudações, Blues Man!
Conforme havia prometido, ao pegar seu cartão de visitas, aqui vai o primeiro lote de fotos do Show do Rayuela - 09 de setembro.
Foi uma grata surpresa, para um amante do blues, ver a chamada por acaso no DFTV e me surpreender com um show extremamente bem feito. Bem enraizado. Tocante, tanto musicalmente quanto arqueologicamente falando. Uma grata viagem sonora, num ambiente igualmente dark 'n blues (sim, apesar da iluminação escarlate).
Meus visitantes de Uberlândia-MG tiveram uma visão incomparável da noite brasiliense. Esta cidade está trazendo várias alegrias culturais (é claro que não se compara a Sampa).
Quanto às fotos, é uma mania minha ao assistir a shows, levar a câmera e fazer alguns cliques. De maneira discreta, lá no meu ponto de vista, sem me deslocar muito. Use-as e abuse-as.
Um grande abraço! Lucas Menezes
Um dos destaques da noite foi o washboard usado pelo percussionista Paulo Casamarela: uma réplica de tábua de lavar roupa, usada como percussão de Blues pelos negros do Delta do Mississipi. Como disse nosso fiel espectador: blues arqueológico no Rayuela.
Pela primeira vez na história do Rayuela, o verdadeiro blues rural tomou conta do palco. O belo show, com pérolas do repertório do Delta do Mississipi reuniu quase 50 amantes do gênero, numa noite intimista e inspirada, cheia de boa música, histórias, estórias, causos e lendas do Blues.
A divulgação da TV Globo ajudou a avisar os interessados, mas é uma pena que Brasília ainda trate shows como esse da mesma forma que trata os famigerados "banquinho-violão". (Isso se trata de um show! Quem estiver na FNAC dia 14 e no Rayuela, de novo, dia 22, verá).
O Sames Blues trouxe ao Rayuela instrumentos raros, como o violão dobro, totalmente confeccionado em caixa de ferro, e o washboard, uma tábua de lavar roupa usada como percussão em New Orleans. Para muitos amantes do Blues, essa foi uma oportunidade rara de estar frente a frente com as raízes deste repertório, dos músicos e dos instrumentos históricos.